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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amsterdã

Logo na chegada à Amsterdã, encontrei uma cidade bem pacata ( por incrível que pareça ) era segunda feira e provavelmente todo mundo estava de ressaca. Até o maior shopping da cidade estava fechado. Aproveitei para dar um giro a pé e conheci boa parte do centro da cidade andando pelos infinitos canais que cruzam a cidade. Vi que os prédios são amontoados e realmente lá é a capital da bicicleta!! Logo na chegada, me deparei com um Mar de bicicletas e uma mais diferente da outra. Parece que quanto mais velha for a sua bike, mais Style é!! Realmente uma inversão bem bacana de valores!



Fui dormir meio depre.. é verdade! No hostel só haviam espanhóis viajando em grupo e efetivamente lá, não consegui fazer nenhuma nova amizade. Como o consumo de maconha é legal em Amsterdã, lá torna-se o principal destino do loucos ao redor do mundo. Então você pode imaginar os “Tipos” que eu encontrei na rua...!No outro dia pra ajudar, chovendo!! Depois de 15 dias na estrada, foi meu primeiro dia de chuva! E com a chuva, veio também o frio que não foi pouco!!! Comprei um grande guarda-chuva – preços turísiticos – e fui encarar o free walking tour, semelhante ao de Dublin, Paris, Edimburgo, Londres ... enfim todas as capitais dispõe desses tours de graça, andando pela cidade! E mais uma vez, entre encontros e desencontros, trombei com o amigo Felipe, com quem juntos fizemos a correria em Paris, conhecendo praticamente toda a cidade no mesmo dia!! Após atualizar-mos, conhecemos juntos algumas das muitas histórias por trás dos canais de Amsterdã!



Algo bem curioso pra inicio de conversa, é que a cidade também fica abaixo do nível do mar, e todos os canais que existem ali têm todo um sistema de eclusas para serem navegados. Os canais foram criados para facilitar a logística de distribuição de mercadorias para o interior da cidade. Assim, quando um grande barco ou navio, as mercadorias eram colocadas em embarcações menores, até chegarem ao destino.
Curiosidades como a história da Anne Frank, o porquê de alguns prédios estarem tortos foram algumas das histórias contadas. Prédios tortos se dão ao fato de que como as casas não tem garagem e as escadas são todas muito estreitas, a solução que o pessoal encontrou foi de colocar ganchos em cima do telhado dos prédios, que não passam de 4 andares, e com uma corda, içam a mobília até os andares superiores. Então alguém, depois de quebrar muitas janelas ao realizar essa manobra, teve a brilhante idéia de fazer a fachada do prédio levemente inclinada. Sim, propositadamente! Ao ver a principio, pensei que eram prédios condenados!



No mesmo dia fui à atração indicada pelo “amigo do parente do Oziel”, Keukenhof! O parque das tulipas! Tirando o grande frio e a fragrância fúnebre que as flores tendem a remeter meu olfato, minha visão me levou a um universo de cores e infinita beleza! Andei mais um pouco por entre as tulipas e realmente me vi em um dos cenários que certamente deixaria qualquer mulher extasiada! Especialmente as minhas amadas! Minha mãe, minha tia e minha namorada!




Depois de caminhar, parei para comprar um Waffer especial da Holanda e era bem bom! Mas era muito doce e me deu uma grande sede! Fui comprar água e meu dinheiro só deu para um picolé! E essa foi a forma de matar a sede!! Detalhe foi que quando eu mostrei pra tiazinha que eu queria um picolé ela disse: Você é corajoso! E eu dei risada!!!

Passeio realizado, fotos tiradas, hora de voltar pra Amsterdã. Como não tinha o telefone do Felipe, marquei com ele 19 hs em um ponto de encontro, para que a gente pudesse jantar juntos e enquanto esperava ele, um amigo que fizemos no Free Tour pela cidade estava lá com uma amiga e juntos fomos jantar comida típica holandesa!



Por trás das ruas e dos canais, dos maconheiros e malucos de todos os lugares, encontrei também muita história, organização e cultura.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bruxelas -> Amsterdã

Noite mais ou menos mau dormida, uma vez que mudaram os companheiros de quarto e geralmente em hostel, você tem que estar preparado para surpresas. Chegou um pessoal bem mau educado do Canadá e era um tal de bate porta que fiquei incomodado. Compreendo que a adaptação do fuso horário para esse pessoal que vem do outro lado do mundo deve ser mais complicada! Em Londres, as Sul Coreanas trocavam o dia pela noite, pois ficavam a noite toda trocando mensagens com as suas amigas lá do outro lado do planeta! Enfim...

Check-out realizado, hora de começar de verdade a ver o funcionamento do Passe de Trem...

No caminho para a estação, anda meio perdido, encontrei duas brasileiras, também perdidas e fomos tentar achar o trem que teríamos que pegar para Amsterdã. Como toda a comunicação na estação é feita em Holandês e Francês, confesso que me vi mais perdido do que nunca!

Enfim, encontramos o trem certo, porém havia acabado de partir! Sorte nossa que os trens de Bruxelas para Amsterdã são de hora em hora.

Já no trem, embarcamos na primeira classe e no meio do caminho, quando foi verificado os tickets, elas tiveram que se dirijir para a segunda classe ou pagar a diferença para permanecer.

Engraçado que o meu vagão esvaziou depois que a mulher que confere os tickets passou por ele!

Falando um pouco da paisagem, mas um dia de sol na minha contabilidade, fez as paisagens interioranas da Holanda parecerem mais lindas do que realmente são. Muitos clássicos moinhos, pastagens para ovelhas e plantações dividem espaço com algumas cidades e principalmente os canais que permeiam praticamente todos os países baixos.

Próximo ao porto de Roterdam, existem muitos braços de mar que ligam varias docas com o porto. Nesse momento, estou na escação Leiden Centraal, depois eu pesquiso para saber onde era!

Mais uma vez achei bem interessante viajar de trem. Conscientizo-me que esta será a minha rotina nos próximos 18 dias!

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